16/05/2018

Dissociados



A nobreza do Araçá
A feiura do Formosa
A história do Consolação
O descaso do Cachoeirinha
A modéstia do Tremembé
Os infelizes do São Luiz
Chora menino:

Entre a cova e a cripta
a necrópole nos separa
Assim como classes
a morte não nos iguala

Cada um em sua posição
mármore e terra não se misturam
Sociedade em decomposição





De Victor Brecheret: “O Sepultamento” (1923).
Premiada no “Salon d'Automne” em Paris. Cemitério da Consolação/SP


Cemitério Vila Formosa/SP.


08/05/2018

Chapada



Na subida da ladeira
suo de gotejar
O sol queima a moleira
sombra para refrescar
Trilha a cima, ribanceira
paisagens a contemplar

Quando chega lá no topo
é de perder o fôlego:
em queda livre, a água
desmancha pelo ar
A cachoeira vira fumaça
partículas a flutuar

E mergulhando o olhar
na altura que fascina
algo chama a atenção:
as gotículas reagrupadas
formam um coração
uma lúdica piscina

Que saudade da Chapada Diamantina!



Poço do Coração - Vale do Pati/BA  (foto, guia Anderson Machado)

04/05/2018

Em ruínas


O prédio incendiou
desabou, caiu
Apagou a vida
que nunca existiu

Sem dinheiro para consumo
só serviu de insumo
para aproveitadores, políticos
e muitos movimentos

A miséria é a base do poder
e quem o tem, apodrece
Coitado dos desamparados no Paiçandu
que não é tão largo quanto parece

E a eterna ama de leite
na periferia da praça
ainda serve à casa grande
para o deleite da elite

O ranha céu, que já foi moderno
teve seu fim como “inferno”:
do luxo ao lixo
do lixo ao esquecimento...





Cena e situação, muito tristes...

01/05/2018

Long live Café Piu-Piu

Uma poesia para homenagear os 35 anos do Café Piu-Piu:



O Rock’n’Roll está na veia!
No palco, muitas vertentes musicais
Expressão artística diversificada:
guitarra, sanfona, violinos, metais

No coração do bairro do Bixiga
um dos mais tradicionais
Café Piu-Piu, a sua marca
não saiu (nem sairá) de lá jamais

Clássico atrás de clássico
a plateia sempre clama
por mais um riff, um refrão
que acorde a noite paulistana

Tantos músicos aí tocaram
e muitos outros tocarão
Que suas portas permaneçam abertas
para quem tem a música como paixão

Long live Café Piu-Piu!



www.cafepiupiu.com.br



Sou muito grato à casa, por prestigiarem meu trabalho! 


19/04/2018

As maravilhas da internet



Com o advento da internet muita gente ainda teima em dizer que ela está separando pessoas, que essas estão mais acomodadas e coisas do tipo, o que discordo totalmente.

Alguns ainda insistem que graças à internet “estamos” lendo menos. O que também discordo, já que o Brasil nunca foi um país de leitores e está longe de ser. Na verdade, hoje há muitos que já leem 140 caracteres, pelo menos. Não é algo para se orgulhar, mas também não é um retrocesso.

A quantidade de informação que está disponível para ser pesquisada, creio que podemos dizer que é infinita. Desde hieróglifos egípcios até “como consertar uma válvula hidra”, muita coisa é facilmente encontrada na rede.

Quando comecei a escrever poesias e a publicá-las em um blog, já percebi essa conexão mundial em funcionamento: recebia comentários de leitores portugueses, o que foi incrível. A língua portuguesa, que nem é tão falada no mundo (10 países, oficialmente) nos colocou em contato.

No Facebook tem um recurso que testei, por mera curiosidade do que poderia acontecer: a “promoção”, que pode ser feita a partir de valores bem baixos (R$3,00 a mais em conta). Você seleciona uma postagem sua da rede social, direciona aproximadamente ao público que deseja (sexo, idade, localização e interesses) e promove como anúncio. Direcionei para outros países que falam o português e a resposta positiva que obtive de Angola, me impressionou!
 
Território  e pavilhão angolanos
Minha fanpage que tinha mais ou menos umas 200 curtidas, hoje está em 13.000! E acredito que mais da metade dos seguidores são angolanos.

Muitos deles me mandam mensagens com elogios, fazendo perguntas, mostrando outras poesias... E nessa semana recebi um pedido que, pode parecer algo pequeno, mas que me deixou muito orgulhoso.

Uma angolana pediu minha biografia, pois precisava para fazer um trabalho de escola. Ela declamaria um poema meu, na sala de aula e entregaria o trabalho escrito com a bio. Fiquei lisonjeado e lhe enviei na hora o que pediu.

Você ainda acredita que a internet separa as pessoas? Na boa, sai da caverna.


Pedido atendido e muito agradecido!
 

18/04/2018

Sobre “bolsomito”, o bolsonaro tido como mito



Com certeza os “bolsotrouxas”, eleitores e simpatizantes do já dito, têm ele como herói mitológico ou algo do tipo, apesar de, em seus 20 anos de como deputado federal, nunca ter apresentado um único projeto.

Militar medíocre, que quase foi expulso do exército brasileiro. Exalta a Polícia Militar, porém nunca fez nada a favor desses militares e fez muito menos aos militares assassinados e suas famílias desamparadas.

Mesmo com declarações do tipo que: "eu usava o auxílio moradia pra comer gente", ainda assim seus fiéis o veem como um defensor dos valores cristãos. Fora que recebia o auxílio mesmo não precisando. E afirmou isso também.

Um idiota que só tem ódio a oferecer.

A linguagem é algo dinâmico e sempre muda, mas os ressignificados que ocorrem no português brasileiro nascem mais do analfabetismo do que por qualquer outro modo. Por exemplo: assim como a palavra "recalcado" virou sinônimo de "invejoso", na linguagem dos usuários de funk (carioca), atualmente a palavra "mito" virou algo do tipo "fodão". Até inventaram o verbo "mitar": fulano de tal "mitou" (fez algo foda).

Gosto da definição do poeta Fernando Pessoa (parafraseando-o): "o mito é a mentira que é verdade".

Para quem não sabe e nem teve a curiosidade de consultar o dicionário, o que hoje é tão simples, leia a definição de mito, logo abaixo.

Realmente acertaram: o bolsolixo é um mito.


https://www.priberam.pt/dlpo/


12/04/2018

Pablo Escobar - ascensão e "queda"...


(Quando o homem vira mito)


Algo curioso que me aconteceu:
 
O livro
Estava eu no metrô de SP, sentido jabaquara, lendo um livro, na minha. O livro era sobre o Pablo Escobar. A princípio, uma biografia, mas era muito mais sobre os narcotraficantes da época, tendo o Pablo como fio condutor da história.

Próximo de chagar à estação Sé, um senhor, vestido com a camisa de seleção argentina de futebol, veio até em mim e disse (vou parafraseá-lo, pois ele falou num misto de espanhol e português): “é sobre Pablo? (digo que é) Muito bom, ele muito bom... É meu patrão, meu patrão... Muito bom... Tchau”. Despediu-se e foi, aparentemente feliz.

Fiquei um tanto impressionado com isso.


xxx


Depois que isso aconteceu e relatei nas redes sociais, mais uma vez, para a minha surpresa, houve uma interação: o perfil do twitter @PabloEscobarJr deu um like na postagem! Pelo visto, o mito do Escobar vai durar muito ainda.








05/04/2018

Queria ser como Sara



Queria ser como Sara:
curtir a viagem
o mirante e a miragem
absorver a paisagem

Dar um novo passo a cada trilha
Flutuar na íngreme subida
e sarar a alma
durante a caminhada calma

Seguir sem medo, bem à beira
Deitar sob o sol, o céu e ao som
que produz a grande cachoeira
sentir na pele a água selvagem

Queria ser como Sara
que da rotina do dia a dia
dessa selva urbana e fria
encontrou uma saída

Salve a santa estrada
que vos guia




01/04/2017

Sobre FGTS Inativo de contas de meados dos anos 1980 para trás


Depois dessa liberação do FGTS inativo, tem muita gente questionando junto à Caixa Econômica o porquê de contas inativas das décadas de 1960, 70 e meados dos anos 80, não terem saldo e que, segundo os titulares dessas contas, havia saldo e nunca realizaram o saque.

Quando isso acontece, explico assim:

Não sei se as pessoas lembram, mas nossa moeda, hoje o Real, já teve muitos nomes (Cruzeiro, Cruzado, Cruzado Novo, Cruzeiro Real...) e em muitas dessas mudanças houve “cortes de zeros”, ou seja, a moeda, o dinheiro, a “bufunfa” passou a valer menos. E com o Plano Real, todo o dinheiro que sobrou (se é que sobrou) foi divido por 2.750,00 (mais uma desvalorização).

Daí eu exemplifico considerando só os “cortes de zeros” que eu lembro, porque se fizer uma pesquisa, com certeza, tem mais cortes. Considerei três cortes, ou seja, seis zeros a menos e a divisão do Real.

Então fica assim:

Se você tivesse um saldo em 1980 de:

10.000.000,00 (dez milhões), cortando dois zeros, você teria:

100.000,00 (cem mil), cortando mais dois zeros:

1.000,00 (mil) e cortando mais dois:

10,00 (dez) e dividindo esse resultado por 2.750,00:

0,0036 (menos de um centavo) de saldo final, isso de 1980 até 1994.

Os seus dez milhões iniciais, com as desvalorizações de nossas moedas, resultaram em menos e um centavo.

Seu dinheiro não sumiu e nem foi roubado. Ele foi triturado pela inflação.


Triste isso.



"Imagem ilustrativa, encontrada no Google"

13/02/2017

Crime virtual, prejuízo real


Essa postagem foi feita somente para relatar um crime virtual, já que nem todo crime cometido via internet pode ser relatado em boletim de ocorrência.

Sempre faço compras via internet e sempre faço de tudo para manter meus equipamentos seguros. Mas pelo visto mesmo fazendo de “tudo”, ainda é possível ser vítima de criminosos.

Faço muitas compras no site da Livraria Saraiva, no qual mantenho meus dados atualizados, inclusive dados do cartão de crédito. Acredito que os dados de acesso ao site (usuário e senha) tenham sidos surrupiados de dentro da Saraiva, já que foi a única compra feita de forma fraudada. As únicas coisas que o criminoso fez foram: entrar na conta, alterar o endereço de entrega e fazer a compra, pois o resto já estava lá, informado.

Recebi um e-mail no dia 12/02/17 (domingo, aproximadamente às 19hs), mas só o vi no dia 13 (segunda, aproximadamente às 5:30hs). O e-mail era a confirmação de um pedido feito via site. A princípio achei que fosse algum tipo de vírus, para eu clicar e me ferrar, mas por curiosidade fui verificar e vi que o pedido foi realmente feito, conforme abaixo:


O meliante comprou um celular, em 6x sem juros


Rapidamente cancelei-o, alterei minha senha de acesso e excluí os dados do meu cartão de crédito. Assim que a loja virtual iniciou o atendimento on-line, relatei o ocorrido.

O pedido seria entregue no seguinte endereço: Av Fulfaro, 529 – Vila Clara, São Paulo/SP – CEP 04414-200, e davam como ponto de referência o “colégio faggin”, que pesquisando na via Google descobri que é a Escola Estadual de 1º Grau Dr. João Ernesto Faggin. Abaixo segue o endereço que foi informado:




E como temos hoje muito acesso à informação, fui pesquisar a casa do tal endereço e é esta, com portão azul, que segue abaixo:



Não sei se essa postagem pode ajudar alguém que passou por caso semelhante, mas acho importante relatarmos os casos e os dados dos infratores, mesmo que não seja em um BO.

23/01/2017

Um capeta em forma de gari


Grafite não é grife
é assim que a coisa anda
com esse prefeito de elite
mero gari de propaganda

Tem muita gente que isso adora
porque a realidade desengana
acham mais gostoso ver o Dória
simular comercial de Doriana




05/01/2017

Mickey praiano


O Mickey praiano carrega
o peso das nuvens doces, de algodão
Sofrimento que a história não nega
Sina da cor, que virou profissão

E até quando ele terá essa vida de rato?
Respondo e nem preciso ser profeta:
terá até morrer na ratoeira do Estado
abandonado e feliz, feito um pateta

Enquanto o fim não chega, ele caminha
sob o céu, o sol, percorrendo distâncias
Feito criança, que nunca foi, sonha
em quem sabe um dia ir à Disneylândia

Vivendo o avesso da fantasia
segue seu arenoso cotidiano
empunhando sua cruz colorida
o coadjuvante Mickey praiano


Em algum lugar do litoral brasileiro...

26/11/2016

A nova velha constituição do Brasil



CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA ABANANADA
DOS BRASILEIROS

PRELÚDIO

Eu, que não represento o povo brasileiro, mas faço parte desse aglomerado vira-lata que se formou no lado sul da América, me reuni comigo mesmo em Assembleia Pessoal Constituinte para instituir um Estado Pseudodemocrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sem deveres sociais e quase que totalmente individuais, como a liberdade, a insegurança, a malandragem, a desigualdade, o oportunismo, a canalhice, e essa justiça dissimulada, como valores supremos de uma sociedade analfabeto-funcional, corporativista, demagoga, hipócrita, nepotista e com muitos preconceitos, fundada na desarmonia social e descomprometida, na ordem interna e internacional, promulgo então, sob a proteção de Deus, do Diabo, Maomé, Buda, Moisés, Exu, Oxalá, Pagãos em geral, Maçons, Lutero, Augusto Comte, Einstein, Tim Tones, Pastor João e a igreja invisível, Steve Jobs, Nike e adjacentes desses aqui relacionados, a seguinte:

TÍTULO I

Dos princípios fundamentais sem fundamento

Art. 1º A República Abananada dos Brasileiros, formada pela união volátil dos Estados, Municípios e do Detrito Federal, constitui-se em Estado Pseudodemocrático de Direitos sem deveres e tem como fundamentos:

I - A ocasião faz o ladrão;
II – Achado não é roubado;
III – É preciso levar vantagem em tudo, e sempre;
IV – Aos amigos, tudo. Aos inimigos, a lei!;
V – Meu filho tem problemas com drogas. O seu filho é um “nóia”, viciado e sem conserto;
VI – Se caiu no meu quintal, é meu!;
VII – Na segunda-feira eu começo;
VIII – Político é tudo ladrão;
IX – Toda regra tem a sua exceção;
X – Futebol, religião e política não se discutem;
XI – O chamado fair play só é válido quando meu time está sendo atacado. Caso contrário, vide parágrafo III;
XII – Os erros dos árbitros durante as partidas (seja ela qual for), somente serão prejudiciais quando me prejudicarem. Caso contrário, vide parágrafo III;
XIII – Malandro é malandro e mané é mané.
XIV – Quem não está do meu lado, está contra mim;
XV – Se conselho fosse bom, não seria dado e sim vendido;
XVI – Amigo de filho da puta é filho da puta também;
XVII – Bandido bom é bandido morto;
XVIII – Não existe racismo na República Abananada dos Brasileiros;
XIX – O que não passa na televisão, não existe ou não aconteceu;
XX – Com quem você pensa que está falando?;
XXI – Eu conheço alguém que resolve isso;
XXII – Quem é você para falar assim comigo?;
XXIII – Quero falar com o gerente;
XXIV - O cliente tem sempre razão;
XXV – Os funcionários custam muito caro;
XXVI – Temos uma das maiores cargas tributárias do mundo;
XXVII – Deus não fez Adão e Ivo!;
XXVIII – Meu filho é homossexual. “Viado” é o filho do vizinho;
XXIX – A grama do vizinho é sempre mais verde;
XXX – Estupra, mas não mata;
XXXI – Com essa saia minúscula?! Tinha que ser estuprada mesmo;
XXXII - Muita saúva e pouca saúde, os males do Brasil são;
XXXIII – Bola para o mato que é jogo de campeonato;
XXXIV – Vou estacionar na vaga do cadeirante, mas é só por 5 minutos;
XXXV – Conheço aquele li que está no começo da fila, vamos lá;
XXXVI – Poxa senhor, não tem jeito aí se eu te pagar um “cafezinho”?;
XXXVII – Jogo lixo na rua mesmo, pois pago impostos para que a prefeitura mantenha tudo limpo;
XXXVIII – Se eu estivesse lá, também faria algum esquema, lógico!;
XXXIX – O país só começa a funcionar depois do carnaval;
XL – Os feriados é que prejudicam nossa economia;
XLI – Tem que matar tudo!;
XLII – Essa lei não “pegou”;
XLIII – Sai um de cada vez. O garçom nem vai perceber;
XLIV – Não tem esquema para entrar sem pagar?;
XLV – Tem um amigo meu que arruma carteira de estudante;
XLVI – Vou levar. Anota aí que depois eu te pago;
XLVII – Me empresta? Depois eu devolvo;
XLVIII – Assina a lista de chamada para mim hoje? Vou para o bar;
XLIX – Cheguei atrasado porque o metrô quebrou;
L – Aquele(a) era um(a) tremendo(a) safado(a)... Morreu?! Poxa, ele(a) era tão bom(a)...;
LI – Ei, psiu, qual é a resposta da 5?;
LII – Esse cartão não passou? Tente esse aqui então...;
LIII – Tenta um concurso público. Vai que você dá sorte e passa!;
LIV – Filho passe por debaixo da catraca, se te perguntarem, diz que você tem 6 anos;
LV – Não desmente a mãe (ou o pai) na frente dos outros. Isso é falta de educação;
LVI – Eu não conto mentiras;
LVII – É tudo maconheiro, esses aí;
LVIII – Um dia ainda ganho na loteria (apesar de não jogar);
LIX – Eu vim para somar, agregar valor à equipe e aprender muito;
LX – Vai ralando na boquinha da garrafa;
LXI – Ninguém é de ninguém;
LXII – No flow é show, fechou, tocou Neymar é gol!;
LXIII – Sem calcinha não paga a entrada;
LXIV – Beber, cair e levantar;
LXV – Cachorra, au au, gatinha, miau...;
LXVI – Antigamente sim é que era bom;
LXVII – Bundalelê;
LXVIII – Eu tenho meus direitos;
LXIX – A pontualidade não é regra;
LXX – Marcar compromisso e não comparecer é quase regra;
LXXI – Baiano não nasce, baio estreia!;
LXXII – Aqui no Brasil é bom porque não tem furacão, terremoto, tsunami, vulcão e etc.;
LXXIII – Você faz, por favor, uma nota fiscal com valor maior? A firma vai me reembolsar;
LXXIV – Ter livro “caixa 2” é regra;
LXXV – Sonegar IR é regra;
LXXVI – A chamada “meia nota” fiscal é quase uma regra;
LXXVII – Tomar uma multa e tentar encontrar alguém que faz um
“quebra” é quase regra;
LXXVIII – Pagar o chamado “flanelinha” para “cuidar” do seu carro na rua é quase regra;


Parágrafo único: Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci e poder se orgulhar e ter a consciência de que o pobre tem o seu lugar.


Uma das muitas dita "musa" do Brasil

31/03/2016

Língua queimada


Queima a língua
dentro da boca
Trem lotado
de palavrões

Muita saúva
com pouca cultura
os males do Brasil são


E a luz que havia
na estação
e que quase ninguém viu
o fogo veio, a consumiu



Incêndio no Museu da Língua Portuguesa

28/03/2016

De sola


Pelas trilhas afora
do cume ao sopé
com a língua pra fora
da cara até a sola do pé


Não aguentou as trilhas pela Chapada Diamantina... :-P

12/12/2015

Era uma casa sem nenhuma graça...


Era uma casa sem nenhuma graça
Meu coração não tinha nada

Até que um dia te conheci
e várias coisas surgiram ali:

Antigamente não tinha chão
Agora tenho a sua mão

Aquele frio na velha rede
Já não o sinto, virou sorvete

E o banheiro era solidão
Agora é espuma e diversão

E aquela casa sem muito esmero
Hoje é o lugar que mais te quero






18/11/2015

Correspondência


Um sorriso lindo se abriu
quando ela viu a carta chegar
Pensou que fosse poema
mas não era... Pôs-se a chorar

Então o poeta, vendo a situação
de supetão, resolveu o problema
fazendo este pequeno poema
sem muita estripulia e invenção
só para alegrá-la o coração